segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Supernatural - Review da 1ª Temporada



A primeira temporada de Supernatural é provavelmente a menos conturbada, já que tudo não passa de um vislumbrar do que seria a arc de Azazel (o demônio de olhos amarelos).

Cuidado, Spoilers:




Sam e Dean Winchester são dois irmãos que tiveram a mãe assassinada pelo demônio já referido, e graças a isso passaram a viver em um ambiente hostil em que acabaram descobrindo que monstros existem e que devem ser eliminados. Sam, inconformado e querendo ter uma vida normal, resolve abandonar o pai (John) e o irmão para viver da sua maneira. No entanto, após o desaparecimento de John e a morte de sua namorada, Sam resolve acompanhar Dean na busca por seu pai, e também na caça aos monstros, que acabou por levá-los ao ponto principal da temporada: o demônio que assassinou a mãe dos rapazes.

O que faz da primeira temporada uma das mais boas de se ver? Simples, a inocência e também a imaturidade de Sam e Dean perto do que seriam no futuro, pois eles simplesmente tinham dificuldade em resolver casos em que espíritos ou monstros normais estavam envolvidos. A trilha sonora também é tão vasta e poderosa... Diferentemente de outras séries que apelam para outros gêneros mais acessíveis, Kripke quis investir no mais puro rock 'n' roll. E quem é que nunca cantou o começo de "Carry On My Wayward Son" ao fim de cada temporada? Velhos tempos que não voltam.



O que provavelmente faz com que o enredo da primeira temporada seja tão puro e ao mesmo tempo denso é o que vem a seguir nas próximas temporadas: o mistério de Sam. Primeiramente ele apenas era um jovem com poderes sobrenaturais, depois um escolhido de Azazel para ser um soldado, e, por fim, o receptáculo de Lúcifer. Tudo muito bem interligado, e assim o sofrimento praticamente formou a personalidade dele (considerando também o tratamento que recebia de John), já que ele não gostava nada de ter que matar monstros e encarar aquele mundo oculto nas sombras da realidade das pessoas normais. Pode não parecer, mas Sam é muito mais complexo do que Dean, já que a maioria dos conflitos da primeira e segunda temporada tinham a ver exclusivamente com ele. Ok, nas últimas temporadas Sam andou um pouco babaca, as vezes mau em excesso ou exageradamente bonzinho, mas isso é mais culpa das arcs forçadas do que dele.



Dean desde os primeiros episódios já demonstrava ter apenas duas motivações: proteger o irmão e conseguir a tão desejada vingança. No entanto, ao invés de ser um poço de ódio, Dean acaba por protagonizar os momentos mais engraçados da série, e esse é o grande diferencial, já que ele sofreu grandes traumas que não seriam facilmente assimilados por algumas pessoas. Mesmo com todo o sofrimento ele conseguia achar diversão nos prazeres da vida, sendo que moças não faltam em Supernatural (algumas vezes se envolvem com os irmãos, outras vezes não, para a felicidade das fangirls), o que alivia a tensão da série, assim como os episódios mais fillers que possuem uma veia de comédia.

A primeira temporada de Supernatural foi certamente uma das mais marcantes e nostálgicas, por ser mais simples dos que as outras mas também por carregar consigo todo um futuro desenvolvimento que acabaria por acontecer nas temporadas seguintes. Azazel? Lilith? Lúcifer? Ainda não tínhamos ouvido falar em tais nomes, nem em anjos revolucionários. Tudo tão simples e bonito, mas com uma grande carga de pressão e emoção.

Nota: 9,5/10 (Avaliação Pessoal)

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