sábado, 17 de dezembro de 2011

The Fades - Review 1x02



Após um episódio sem grande profundidade (que serviu apenas como introdução para o que viria pela frente), o segundo episódio de The Fades realmente superou minhas expectativas.

Cuidado, Spoilers:



Toda a trama reafirmou o que disse na primeira review, teremos evoluções, e elas já começaram (se você tem olhos atentos provavelmente percebeu), e me refiro mais a parte psicológica do protagonista. Preparem-se, pois inicialmente iremos nos aprofundar nos pensamentos confusos do protagonista Paul.




Logo no começo do episódio vemos que Paul se encontra em um grande dilema: ele deveria abandonar sua vida normal para lutar contra as forças do mal? Basicamente este é o ponto central do episódio, que dá desenvolvimento a tudo o que vimos no primeiro. O rapaz, apesar de ainda temeroso, demonstra um pouco mais de naturalidade ao ver os Fades se aproximarem (isso é até mesmo referido por Neil, já que Paul persegue Natalie como se ela fosse uma humana, sem grandes temores). Apesar de vomitar e exitar, de alguma forma ele consegue se conformar com sua condição "especial" e aceita seu destino, apesar de continuar a temer o adeus que deveria dar a sua família e a Mac, seu único amigo. Por fim, após ver que poderia ter duas identidades, Paul parece demonstrar mais confiança do que antes, e foi possível perceber o motivo: ter uma razão pela qual lutar faz com que possamos enfrentar nossos medos. Clichê? Sim, mas o amor nos faz lutar com todas as nossas forças, e penso que foi isso que tentaram deixar nas entrelinhas.




Agora olhando pela perspectiva sobrenatural, vemos que Paul tem poderes de cura e consegue liberar chamas de suas mãos, mas infelizmente isso não foi abordado a fundo como deveria, e assim vemos mais um ponto da evolução do protagonista. Outro vazio deixado foi sobre o passado de Neil, que provavelmente virá a ser explicado com mais detalhes futuramente. Aos poucos começo a gostar mais dele, já que não demonstrou ser tão frágil quanto no episódio anterior (acho que queriam ressaltar os poderes do vilão consumidor de carne humana). Outra grande surpresa foi Helen, que deu uma amostra de poderes ainda mais peculiares do que os de Paul: ela pode ressuscitar a si mesma, diferentemente do protagonista, que não conseguiu curar a si mesmo (talvez venha a conseguir com um pouco de treinamento). Mac talvez tenha sido um dos maiores destaques, com suas piadas e referências muitas vezes bem colocadas nos melhores momentos para aliviar a tensão que está sempre presente na série.

O que podemos dizer a respeito do segundo episódio? A situação começa a se agravar, e o protagonista se vê em uma guerra na qual ele é a peça chave. Fades o perseguem, e ele deve tentar descobrir sua coragem interior para proteger aqueles que ama. O clima sinistro da série consegue encobrir e eliminar qualquer exagero, e os espectadores realmente sentem a tensão no momento em que os vilões aparecem, apesar de não assustarem tanto. Recomendo a série com mais certezas do que da última vez, para quem curte o gênero.

PS: No fim das contas Helen não tem poderes de ressurgir dos mortos, ela apenas voltou como Fade.

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