Supernatural é uma série razoavelmente conhecida no meio horror/suspense, apesar de não representar o gênero da maneira comum, o que talvez tenha vindo a ocasionar uma onda de sucesso. Mas como é que não iriam gostar? Uma série com homens másculos e poderosos matando monstros feios (que, sinceramente, não dão medo a ninguém) é um grande atrativo para o público "teenager". No entanto, o que vemos atualmente é que a série está em estágio terminal, prestes a morrer, dando seus últimos suspiros. O que ocasionou tudo isso? O que levou Supernatural ao abismo das séries que irão morrer por falta de conteúdo decente?
Cuidado, Spoilers:
A verdade é que, por incrível que pareça, a morte de Supernatural começou na 5ª temporada, em que obviamente nem tudo parecia estar rumando para um fim específico. Se querem provas, é só analisarem o filler mal feito (episódio 12), que propositalmente ficou nas mãos de Sera Gamble, a mais não nova chefe da série depois que Kripke deu adeus ao desastre. Uma série quase que beirando a estrada do "sem rumo", Supernatural se arrastou para o significado da existência dos Cavaleiros do Apocalipse e nos entregou um final razoável, em que Sam retorna a si com Lúcifer em seu corpo e salva toda a humanidade. Com muito mistério no ar (vide Chuck ser Deus, Sam ver Dean com sua nova família, etc), a série poderia ter escapado do grande desastre que a consome por uma temporada e meia, desde que Gamble assumiu o trono e mostrou ter sido uma péssima escolha.
Vamos começar com a 6ª temporada, que foi sem sombra de dúvidas a Season mais fraca de Supernatural, isso se a 7ª não lhe roubar o cetro de ouro. Tudo começa com um grande susto: Dean está conformado com uma vida simplória e calma, em que deve viver em função de uma família que o adotou. Sexo, bebida e muito sexo já não são as preferências do ex-caçador, que agora prefere ficar com sua escolhida esposa odiada pelas fãs (as fanáticas) e com um garoto que finalmente entendeu o que é ter um pai. Mas então, para a surpresa de todos, um Sam sem sentimentos surge com um exército de ex-mortos, e os liderando, Samuel Campbell, avô dos rapazes que simplesmente estava trabalhando para o Crowley que queria muitas almas para ter o purgatório em suas mãos e acabou por fazer uma aliança com Castiel, que também precisava das almas para acabar com Rafael, o Arcanjo malvado. Confuso, não? Então imagine tudo isso sem ser na ordem cronológica dos fatos, com muitos fillers, com um Sam sem alma e depois sentimental, com um vilão que prometia ser mais forte do que Lúcifer mas que é derrotado facilmente, e mais alguns monstros nonsense. Todos os que viram sabem que foi uma verdadeira confusão, e isso é incontestável.
Já a 7ª temporada, que parecia prometer se considerássemos apenas o duvidoso Season Finale da 6ª, acabou por ser mais do mesmo (e não, mais da 6ª temporada, e não das clássicas), por enquanto. Castiel deixou de ser divino de um episódio para outro e morreu, Leviathans surgem para dominar o mundo, demonstrando que são mais ridículos do que a Mãe de Todos os Monstros, Sam tem mais crises psicológicas (que por sinal também somem em alguns episódios), Bobby morre e mais uma vez ficamos perdidos com tantas descargas de desorganização. Apelar para a morte de personagens talvez tenha sido a única opção (e irracional) que passou pela mente dos roteiristas, que a cada dia arrancam um pedaço da fama e prestígio da série.
Ainda há quem veja a série, mas em sua maioria são as famosas tietes que preferem comentar e admirar os belos físicos dos protagonistas ao invés de tentar fazer um protesto via internet. Para que fazer com que todos sofram mais? Se Supernatural já está fadado a morte para que devemos prolongar o sofrimento? Money, my friend. É o curso capitalista e monopolizador da sociedade.

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